sexta-feira, 13 de agosto de 2010

VÔO PARA O NADA

Solidão que é espelho frio
Obriga a mente a sonhar
E faz crer que é real
Tudo, tudo, até o despertar

Busco o pássaro noturno
Ladrão da beleza do mundo...

Abro os olhos no escuro
Vejo além da janela
Distância infinita separa
Brilhos... olhos, estrelas

Voa o pássaro noturno
Fugitivo que canta pros surdos...

Se penso em mim uma noite
Penso que só vou viver
Vivo de memórias, de marcas
Lembro-me do que já foi prazer

Cai o pássaro noturno
Pagando a causa dos santos...

Vazio, o fim de outra noite
Vou-me deitar com o sol
O universo sempre se move
A solidão? continua igual...

Morre o pássaro noturno
Assassinado com o peso do mundo...