domingo, 18 de setembro de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
EDUCAÇÃO NO TEMPO DA SAGRADA CIÊNCIA: VERDADE OU FÉ?
O problema da educação é, no fundo, o mesmo problema da verdade. Queremos educar nossos filhos, mas a única referência que temos sobre o que é certo ou errado é o que nós acreditamos ser certo ou errado. Podemos dizer: "o Deus católico não existe, pois está cientificamente provado que os animais não foram miraculosamente criados. Na verdade, eles evoluíram". Contudo, por mais que tenhamos as ciências à nossa disposição para consultas acerca de "como a realidade é", em geral não percebemos que acreditar no que a ciência diz também é crer, e é o mesmo tipo de crença daquele da religião. O fenômeno "crença" é o mesmo em ambos os casos.
Não estou pondo em pauta a questão de se o conhecimento científico é "mais verdadeiro" do que outros tipos de conhecimento. Refiro-me apenas à nossa crença nesse tipo de conhecimento. Dizemos que sabemos que os animais evoluem, mas o que significa isso? Quantos de nós realmente sabe alguma coisa da Teoria da Evolução de Darwin, sobre como ela surgiu, quais seus pontos fortes e fracos, ou como se desenvolveu até hoje? Só o que sabemos é o que nos disseram desde pequenos, nada mais do que um "resumo da ópera". Nossa certeza de que isso é verdade vem, principalmente, do fato de que todos ao nosso redor parecem também "saber" disso. É uma "verdade cultural".
Porém, todo cientista sério jamais dirá que realmente conhece, ou que "domina", seu objeto de estudo. Isso porque ele tem noção de quão complexos são tanto o conhecer quanto a realidade. Ele (o objeto) é misterioso, escapa continuamente ao cientista. Mas, se os maiores especialistas não conseguem e nem se arriscam a pôr um ponto final naquilo que tanto estudam, porque é que nós confiamos nossas vidas à certeza da verdade desse saber? Porque é que nós, leigos em Física, Química, Biologia, etc., dirigimos carros, tomamos remédios e fazemos cirurgias, se não por pura fé? É claro, a resposta é que temos "razões" para acreditar nessas coisas…
Mas, todas as bibliotecas e bases de dados digitais do mundo não são nada além de papel, tinta e bits, se o conteúdo ali registrado não estiver "dentro" da cabeça de alguma pessoa. E o que "cabe" na nossa cabeça é, no máximo, tudo o que conseguimos aprender na duração de uma vida e na extensão de um corpo. E isso é quase nada, temporal e espacialmente falando.
No fim das contas, vejo que nós, filhos da C&T (Ciência e Tecnologia), vivemos em condições muito similares à dos católicos na Idade Média. O grande "ser" chamado Igreja Católica é análogo à nossa sagrada Ciência em quase tudo. Afinal, ambas:
a) Tentam dar conta da realidade como um todo através de explicações bem articuladas e convincentes;
b) Possuem seus especialistas, que são aqueles que definem o que é válido ou não;
c) Apresentam evidências empíricas da verdade de suas afirmações;
d) Determinam o que é verdadeiro e o que não é ao povo de sua época;
e) Possuem "ampla aceitação", ao ponto de ser absurdo ou ofensivo se posicionar contra o que elas dizem; e, principalmente,
f) Existem apenas na mente das pessoas.
Mas, se é assim, o que é o certo a ensinar? As religiões sempre estiveram erradas ou apenas nos parecem assim porque estão fora de seu tempo?
Fonte da Imagem:
http://static.guim.co.uk/sys-images/Guardian/About/General/2009/7/1/1246434706102/God-and-Darwin-001.jpg
Fonte da Imagem:
http://static.guim.co.uk/sys-images/Guardian/About/General/2009/7/1/1246434706102/God-and-Darwin-001.jpg
domingo, 13 de fevereiro de 2011
JOGOS DE FUGA (ESCAPE GAMES)
Jogos de fuga constituem uma subcategoria dos jogos de aventura, do tipo "point-and-click", geralmente feitos em Adobe Flash e em perspectiva de primeira pessoa. A temática, que dá o nome ao estilo, consiste, basicamente, num local onde o jogador se encontra preso e do qual deve fugir. Para tanto, ele deverá solucionar enigmas, quebra-cabeças e mistérios, bem como encontrar objetos escondidos e utilizá-los para descobrir a saída. A dificuldade do jogo depende, principalmente, da complexidade dos enigmas e da quantidade de salas ou níveis (andares) que devem ser vasculhados antes de ser possível encontrar a saída.
O estilo parece ter surgido com o jogo Mystery of Time and Space (MOTAS), criado por Jan Albartus, cujo primeiro nível foi lançado em Novembro de 2001. No entanto, sua popularização parece ter ocorrido após Toshimitsu Takagi criar o famoso Crimson Room, em 2004. Apesar do cenário consistir de apenas uma sala, a complexidade dos enigmas e a originalidade do jogo, combinados a uma interessante lógica, são suficientes para prender a atenção do jogador por horas a fio. Hoje, o estilo é bem conhecido na Internet, e ótimos jogos encontram-se à disposição para jogar online e de graça.
Neste post você encontrará links para diversos jogos de fuga interessantes. Ao lado do link para cada jogo, você encontrará um link para a página com a solução (o chamado Walkthrough). Contudo, sugiro que evitem "colar", pois a graça do jogo está justamente em descobrir como escapar sozinho. Eu costumo dar uma "olhadinha" na próxima pista somente quando o jogo está tão difícil que corre o risco de ficar chato. No Youtube também é possível encontrar muitas soluções em vídeo. É só procurar por: "Nome_do_Jogo Walkthrough".
Mystery of Time and Space (MOTAS)
Você é um observador do espaço-tempo, enviado para aprofundar os conhecimentos sobre essa dimensão. Contudo, para que fosse possível experimentar a dimensão espaço-tempo em sua forma pura, você concordou que apagassem toda a sua memória ordinária, pois ela lhe condicionava a ver o mundo a partir de um único ponto no tempo. O jogo se inicia com você acordando em um quarto, sem a mínima idéia de como foi parar ali.
Crimson Room
Você acorda em um quarto estranho. Apenas lembra que bebeu muito na noite anterior. Ao levantar, verifica que está preso. Tem que encontrar um jeito de escapar...
Viridian Room
Depois de Crimson Room, um novo desafio o espera! Você deverá desvendar um crime para conseguir sair da sala. Excelente jogo de fuga, combina muito bem mistério com sobrenatural, e exige bastante do raciocínio. Divirta-se!
White Chamber
Mais um jogo do autor de Crimson Room. Agora, você apenas lembra ter apagado durante um dia de nevasca. Acorda numa sala branca onde há um portão fechado, uma moto e um painel de vidro que dá para outra sala, ao lado do qual há uma porta, também trancada. Você terá que descobrir como sair dessa!
Switch
Switch faz parte de uma série de jogos de fuga criados pelo japonês Mya. Toda a série conta com excelentes gráficos e permite que o jogo seja salvo e retomado posteriormente. Switch é o mais fácil dos 5 jogos desse autor apresentados neste post. O jogo se passa numa sala laranja, onde se encontram diversos brinquedos espalhados pelo chão.
Sphere
Outro jogo de fuga do japonês Mya. Neste, a dificuldade é maior que no Switch, mas ainda dentro do considerado médio para esse tipo de jogo (bom, eu já considero difícil). Mais uma vez, gráficos excelentes e opção de salvar. Veja se você consegue escapar.
RGB
Outro jogo do Mya, com opção para salvar e belos gráficos (apesar de certas partes da sala parecerem que foram decoradas pelo Wando). Pelo que consta no site, o nível de dificuldade é médio, mas é bom ir temperando os miolos, porque eles vão fritar! O jogo exige perspicácia e bastante raciocínio lógico. Boa sorte!
Lights
Mais um jogo do Mya. Lights é bastante envolvente, e bem exigente. O nível de dificuldade é médio apenas para uma mente minunciosa e atenta. Faz lembrar que, às vezes, pecamos por querer complicar o óbvio...
Linkage
Penúltimo jogo do Mya apresentado neste post. O cenário agora é mais sombrio, mas os enigmas continuam muito interessantes. Vasculhe tudo, absolutamente tudo. Senão, você pode não conseguir escapar...
Vision
O último jogo de fuga do Mya apresentado neste post. Tão bom em gráficos como os anteriores, Vision já é considerado um jogo de dificuldade alta. Dá um certo trabalho, pois conta conta com diversos enigmas e muitas pistas encadeadas. Qualquer coisa pode ser uma pista. Relacione tudo com tudo e divirta-se!
Com esse jogo, chegamos ao fim do post. Sua finalidade foi a de introduzir aos interessados os chamados "jogos de fuga", apresentando os jogos pioneiros do estilo e alguns de seus principais criadores. Futuramente, novos jogos e autores serão apresentados. Portanto, se você gostou, fique ligado no Pensar!?, e até a próxima.
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